Arcanjo Miguel: Arcanjo do Primeiro Raio.




Arcanjo Miguel, protege os filhos de Deus!
INVOCAÇÕES AO ARCANJO MIGUEL
Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo e da Mãe divina; em nome de São Miguel o comandante dos exércitos do Senhor, EU comando as legiões dos sete arcanjos para que estabeleçam a ação protetora em todo o planeta Terra.
01 - Em nome da Amada e Poderosa Presença de Deus EU SOU em mim e da chama trina em meu coração; Arcanjo Miguel Amado e Poderoso comandante das Hostes Celestiais, ouve o nosso chamado !
02 - Arcanjo Miguel e Fé ! (9x)
03 - Arcanjo Miguel, Fé e Micah*, dê-nos a compreensão da Unidade divina !
04 – São Miguel, desce agora com os amados Arcanjos Jofiel, Chamuel, Gabriel, Rafael, Uriel, Zaquiel e Uziel !
05 - Arcanjo Miguel, necessitamos de sua proteção e direção agora!
06 - Arcanjo Miguel, protege-nos nesta hora de aflição mundial !
07 – São Miguel, envolve todos os filhos e filhas de Deus em tua Chama Azul Protetora
08 - Arcanjo Miguel, preenche todos os ambientes e cantos de nossas casas com a tua luz Azul !
09 - Arcanjo Miguel, protege-nos e liberte-nos de toda a maldade!
10 - Amado Arcanjo Miguel, dissolve toda a energia de medo em nossas consciências, para que o amor de Deus possa fluir livremente em nossos corações !
11 – São Miguel, direcione-nos para que possamos desempenhar aqui na Terra os compromissos assumidos com Nosso Pai Celestial !
12 – Arcanjo Miguel, liberte-nos de todos os vícios que impedem a nossa evolução espiritual!
13 – Arcanjo Miguel, liberte-nos de todos os ódios e suas nuances de rancor, mágoa, ressentimento, impaciência, intolerância, irritabilidade, antipatia, malquerenças e incompreensão !
14 - Arcanjo Miguel, afaste de nossas vidas e de nosso caminho todas as coisas, situações e pessoas, que possam estar impedindo a realização da nossa missão !
15 – Arcanjo Miguel, coloque em nosso caminho todos os que fazem parte do nosso plano divino !
16 - Arcanjo Miguel, liberte-nos do mau hábito de fazer crítica, condenação, julgamento e comentários desfavoráveis !
17 - Arcanjo Miguel ! Defende a nossa Fé ! (3x)
18 - Arcanjo Miguel, venha com suas legiões de anjos ! Ajude-nos, oriente-nos e direcione-nos no caminho da Luz !
19 – São Miguel, ilumine os homens de boa-vontade, restabelecendo a memória da herança divina para que possam cumprir sua missão aqui na Terra !
20 - São Miguel, venha expandir nossa percepção da realidade para que possamos aceitar em nossos corações a totalidade da Presença EU SOU !
21 - Arcanjo Miguel, liberte nossa alma para podermos trilhar a senda iniciática da ascensão !
22 - Arcanjo Miguel, rompe os véus da ignorância e da ilusão, libertando-nos de toda cegueira espiritual com tua Poderosa Espada de Chama Azul !
23 - São Miguel, alinhe nosso corpo, mente e alma com a Vontade Divina !
24 - Arcanjo Miguel, protege agora toda a família de Deus na Terra !


Miguel (em hebraico: מִיכָאֵל, Micha'el ou Mîkhā'ēl; em grego: Μιχαήλ, Mikhaíl; em latim:Michael; em árabe: میکائیل, Mikā'īl) é um nome atribuído na Bíblia a um anjo ou arcanjo, numa posição de líder de exércitos celestiais. É um dos três anjos mencionados por nome na Bíblia, juntamente com Rafael no livro de Tobias e Gabriel no livro de Daniel e no Evangelho de São Lucas.

Etimologia

Do termo “Arcanjo”

Arcanjo tem duas raízes, “arch” e “angelos”.
O prefixo grego “arch” (ἀρχ) deriva de “arché” (ἀρχή) que se refere tanto a “começo, ponto de partida, princípio”, como “suprema substância subjacente” ou “princípio supremo indemonstrável” [1].
A partir dessa raiz “arché” temos o antepositivo “arch”, em português, com o sentido de “aquilo que está na frente, o que está no começo, na origem, ponto de partida de um entroncamento” [1], sendo traduzido “acima”, “superior” ou “mais importante” e “o que governa, que dirige, que comanda, que lidera” e ainda carregando consigo idéias de poder, autoridade, império e superioridade [2].
Quanto ao grego “angelos” (άγγελος), vertido para “anjo”, significa simplesmente “mensageiro”.
A partir dessas raízes, portanto, a palavra “Arcanjo” (αρχάγγελος) se traduz “Líder dos Mensageiros”, “Chefe dos Mensageiros” [3] "Capitão dos Anjos" [4],"Primeiro Anjo" [4], “Acima dos Anjos”, “Superior aos Anjos” [1] [5] [6] “Anjo Superior” [7] ou “Anjo Chefe” [8] [9] [10] [11], num aspecto qualitativo de liderança e substancialmente de superioridade [6], da mesma maneira que se traduz palavras com o mesmo radical, tal como “arquiteto” (chefe dos construtores), “arcebispo” (classe hierárquica superior a Bispo), “hierarquia” (poder sagrado) ou “anarquia” (falta ou ausência de poder).

Do termo “Miguel”

A tradução literal para o nome Miguel é “Aquele/Quem como Deus”.
  • Mi = Aquele/Quem(?)
  • Ka = Como
  • El = Deus
Como no hebraico não existia sinais de pontuação, algumas palavras trariam consigo um significado inquisitivo. Por isso a partícula “Mi” que significa “quem” muitas vezes é traduzida sintaticamente como interrogação, ocorrendo em 350 textos do Antigo Testamento onde é mencionada[12].
Exemplo:
“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is. 6:8)
ואשׁמע את־קול אדני אמר את־מי אשׁלח ומי ילך־לנו ואמר הנני שׁלחני (Texto Original Hebraico)[13]
va'eshma et qol adonai omer et·mi esh'laj umi ielej·lanu vaomar hineni shelajeni ומי (Texto Original Transliterado)[14]
Dessa forma, o Talmude sugere uma interpretação inquisitiva para o nome Miguel, tendo a tradução contextual “Quem é como Deus?”[15] [15][16] [17] [18] [19] [20] [21] [22] [23] [24] [25] [26] ou “Quem é semelhante a Deus?”[27] [28] [29]. Este entendimento hoje não é compartilhado somente pela comunidade judaica, pois mais tarde foi incorporado pela cristandade em geral “para não colocar em causa a própria Escritura”, tanto por católicos e evangélicos, como adventistas [30], e também por outras comunidades religiosas, como as testemunhas de Jeová e os islâmicos. Mas para as cosmovisões judaica, jeovista e muçulmana, o pressuposto de não haver nenhuma outra pessoa igual a Deus (Sl. 35:10; 89:8) é literal, implicando sugestivamente a resposta “Ninguém é Igual a Deus” num entendimento retórico.
Quanto ao sufixo “El”, é também relacionado de forma regular com nomes significando afirmativamente “Deus” em todos os casos, tal como em Daniel (Deus é Juiz), Emanuel (Deus é Conosco), Ezequiel (A Força é de Deus), Samuel (Chamado pelo Nome de Deus), Gamaliel(Deus me Faz o Bem), Ananias (Deus é Clemente), João (A Graça é de Deus),Ismael (Deus Ouve), etc. Esse entendimento é compartilhado por algumas denominações cristãs trinitarianas e alguns famosos comentaristas bíblicos como Matthew Henry e até o próprio João Calvino, pai da Igreja Congregacional, da Presbiteriana e de muitas outras reformadas, trinitarianos convictos, entendendo o termo segundo a tradução literal. Para esses, diferentemente dos judeus, muçulmanos e testemunhas de Jeová, o Arcanjo Miguel não tem natureza angélica, e sim divina, sendo o próprio Cristo que veio com esse “nome de guerra” fazendo um desafio a Satanás que, desde o princípio, sempre desejou estar acima dos anjos e ser igual ao Criador (Is. 14:12–14).

Referências na Bíblia

O nome Miguel é escassamente referido na Bíblia, surgindo apenas nos versículos abaixo, segundo a tradução A Bíblia de Jerusalém:
"O Príncipe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias, mas Miguel, um dos primeiros príncipes, veio em meu auxílio"
  • Daniel 10:21
"Ninguém me presta auxílio para estas coisas senão Miguel, vosso Príncipe."
  • Daniel 12:1
"Nesse tempo levantar-se-á Miguel, o grande Príncipe, que se conserva junto dos filhos do teu povo. Será um tempo de tal angústia qual jamais terá havido até aquele tempo, desde que as nações existem. Mas nesse tempo o teu povo escapará, isto é, todos os que se encontrarem inscritos no Livro."
  • Judas 1:9
  • "E, no entanto, o arcanjo Miguel, quando disputava com o diabo, discutindo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a pronunciar uma sentença injuriosa contra ele, mas limitou-se a dizer: O Senhor te repreenda!"
    "Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para eles no céu."

    Nos apócrifos

    No livro de Enoque Miguel é designado como o príncipe de Israel. No livro dos Jubileus, ele é retratado como o anjo que instruiu Moisés na Torá. Nos Manuscritos do Mar Morto é retratado lutando contra Beliel.

    [editar]Definição da Igreja Católica e do Protestantismo

    Miguel, o Arcanjo, é considerado o chefe dos exércitos celestiais e o padroeiro da Igreja Católica.[carece de fontes] É o anjo do arrependimento e da justiça. [carece de fontes] É comemorado pela Igreja Católica sob o nome de São Miguel Arcanjo em 29 de setembro.
    Terço de São Miguel Arcanjo ou Coroa Angélica
    O Catolicismo mantém uma considerável devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente demonstrada nas situações em que são efectuados pedidos de livramento dos seus fiéis contra ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. Acredita ainda que, durante as orações, e quando o nome do arcanjo é invocado, este defenderá os crentes, com o grande poder que Deus lhe concedeu, protegendo-os contra os perigos, as forças do mal e os inimigos. [carece de fontes]
    A escassa referência das Escrituras à pessoa de Miguel é considerada por alguns como uma demonstração de discrição ou importância relativa que envolve a sua figura. Nas menções efectuadas no livro de Daniel, os teólogos dividem-se acerca da interpretação dessas passagens. Alguns[quem?] crêem ver neste Miguel aquele que mais tarde Judas designa por "Arcanjo". A maioria[quem?], porém, acredita que nestes versículos, Miguel é apenas uma figura que, de acordo com a crítica bíblica, é proveniente da mitologia Persa, com a qual o povo Hebreu contactou acuando do seu Exílio na Babilónia e não identificável com o Anjo com o mesmo nome. [carece de fontes]
    Na referência de Judas, alguns[quem?] entendem que não é atribuída a Miguel a faculdade de juiz escatológico, reservada a Deus e ao seu Messias, na medida em que ele entrega o Diabo ao juízo de Deus. Nem para os católicos nem para os protestantes é aceite a interpretação, feita por algumas denominações religiosas, como os Testemunhas de Jeová, de que neste texto se trataria do Filho de Deus antes de lhe ser dada autoridade régia visto que, segundo algumas teses destas[quem?] denominações, esta passagem relembraria um acontecimento muito anterior à época em que Jesus veio à Terra e foi posteriormente ressuscitado. Na realidade, católicos e protestantes, a respeito desta última hipótese, contrapõem "que este combate relatado neste livro, que de acordo com a sintática rigorosa do texto (nomeadamente o uso da construção οτε ("ote") mais dativo seguido de περι ("peri") mais genitivo neutro) não é situável num tempo passado e que, assim, ainda não ocorreu em seu sentido pleno. [...] O resgate ("recovery") do corpo "soma", e não do cadáver, de Moisés referido no texto não é senão aquele que ocorrerá no futuro escatológico" (Geerhardus Vos, "Biblical Theology", p. 121-123). De igual modo, acrescenta este autor, "a referência a verbos em tempos passados - "διακρινομενος" ("diakrinomenos": "contendia"), "διελeγeτο" ("dielegeto": "disputava") e "ουκ etoλμησeν eπeνeγκeιν" ("ouk etolmesen epevegkein": "não ousou pronunciar") - provém do facto de este versículo ser a citação de um texto apócrifo de natureza apocaliptico-visonária onde o autor (como todos os autores deste género literário), imaginando-se como tendo sido transportado até ao fim dos tempos, olha para trás ("backwards") para acontecimentos supra-temporais (isto é, posteriores ao fim dos tempos) "anteriores" à consumação final" (Geerhardus Vos, "Biblical Theology", p. 122).

    [editar]Outras perspectivas religiosas

    O arcanjo Miguel representado numamoeda bizantina.
    Ao contrário das posições acima referidas, algumas denominações religiosas, que também se intitulam cristãs, identificam Miguel como sendo o próprio Jesus Cristo ou como uma representação dele. O raciocínio que os leva a crer que Miguel é apenas um outro nome para Jesus Cristo, baseia-se nas seguintes premissas:

    [editar]Arcanjo

    Na carta de Judas, no versículo 9, Miguel é designado como "o arcanjo" termo que significa "anjo principal". Esta é a única ocorrência bíblica de alguém ser chamado de "o arcanjo" o que, segundo alguns, sugere que existe apenas um anjo assim. De facto, a palavra "arcanjo" ocorre na Bíblia apenas no singular, nunca no plural. Além disto, o cargo de arcanjo se relaciona com Jesus. Sobre o ressuscitado Senhor Jesus Cristo, 1 Tessalonicenses 4:16 diz: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido e com voz de arcanjo." (Tradução J. F. Almeida) A voz de Jesus é descrita aqui como sendo a voz de arcanjo. Portanto, para alguns, esse texto indica que o próprio Jesus é o arcanjo Miguel, pois, na sua interpretação, aquele a quem foi designado o dever de ressuscitar os fiéis mortos, não desceria do céu com uma voz que expressasse uma autoridade menor do que a que realmente teria. Ou seja, sendo Jesus o próprio Deus e, portanto, superior a um arcanjo, esta declaração bíblica o compararia com uma criatura inferior. Assim, argumentam, o versículo apresenta a Jesus como sendo realmente o arcanjo, ou anjo principal, com autoridade acima de todas as criaturas.

    [editar]Líder militar

    Segundo os textos bíblicos, Miguel e seus anjos batalharão contra o dragão e seus anjos. (Revelação ou Apocalipse 12:7), de modo que Miguel é descrito ali como o líder de um exército de anjos fiéis. O mesmo livro também se refere a Jesus como líder de um exército de anjos fiéis, no capítulo 19, versículos 14 a 16, sendo que o apóstolo Paulo menciona especificamente o "Senhor Jesus" e os "seus anjos poderosos" (2 Tessalonicenses 1:7), pelo que é possível concluir que, na Bíblia, existem referências tanto de Miguel e "seus anjos" como de Jesus e "seus anjos". (Mateus 13:41; 16:27; 24:31; 1 Pedro 3:22)
    No entanto, e uma vez que nos textos bíblicos em nenhuma parte é indicada a existência de dois exércitos de anjos fiéis no céu, um comandado por Miguel e outro por Jesus, existem observadores que sugerem a conclusão de que Miguel não é outro senão o próprio Jesus Cristo na sua posição celestial.
    Esta conclusão, não obstante, é tida como sendo muito débil por um não menor número de peritos que afirmam que em nenhuma parte, nos textos bíblicos, se nega a referida existência de dois exercitos - Christoph Blumhardt - "Vom Reich Gottes. Aus Predigten und Andachten", p. 137 - ou que sejam um mesmo exercito «com dois chefes, um dos quais - Miguel - subordinado ao outro - Jesus -, tal como dá a entender o facto de ter sido Deus e não Miguel a condenar Satanás» - Paul Kleinert - "Die Propheten Israels in sozialer Bezichung", p. 78 -.
    Com base nestes argumentos algumas denominações cristãs desenvolveram as seguintes doutrinas:
    • A denominação cristã não trinitária das Testemunhas de Jeová, acredita que Jesus e Miguel são a mesma pessoa, a primeira a ser criada directa e exclusivamente por Deus. Crê também que o nome "Jesus" foi usado na terra por aquele que já existia no céu na posição de Arcanjo, sendo que nesta posição celestial gloriosa teria o nome de Miguel. Segundo as suas doutrinas, as Testemunhas não aprovam a adoração de qualquer criatura ou ser terrestre ou celestial, crendo que a devoção dever ser dirigida em exclusivo ao Criador.
    • Os adventistas crêem também que Miguel é Jesus [carece de fontes], Ellen White, assim como os demais fundadores da IASD acreditaram na doutrina trinitária. Atualmente os adventistas crêem em Miguel sendo Jesus plenamente Deus, já que a Trindade se tornou a doutrina oficial da igreja. [carece de fontes]
    • Muitos outros téologos protestantes também ensinavam que Miguel é Jesus, porém viam-no como o eterno e divino Filho, muito mais do que um simples anjo. No início do Século XIX, o erudito bíblico Joseph Benson declarou que a descrição de Miguel, conforme encontrada na Bíblia, "evidentemente indica o Messias". E. W. Hengstenberg, luterano do Século XIX, concordou que "Miguel não é outro senão Cristo". De modo similar, o teólogo J. P. Lange, comentando Revelação 12:7, escreveu: "Entendemos que Miguel, desde o começo, seja Cristo em traje guerreiro contra Satanás." Também Spurgeon e John Gill ensinaram essa interpretação. John Gill até deixa claro que Miguel "não é outro senão o Cristo, o Filho de Deus, um Anjo incriado; que é 'Um' ou 'o primeiro dos principais príncipes', superior aos anjos em natureza, nome e ofício; ele veio para 'ajudar' Gabriel, não como uma criatura semelhante, mas como o Senhor dos exércitos; não como um camarada soldado, mas como o General dos exércitos do céu e da Terra. superior a ele em sabedoria e força; e ele o ajudou dando-lhe bons conselhos, e instruções, que ele ao segui-los teve êxito".
    • Neste ponto há uma interessante análise da palavra hebraica 'echad' (como praticada por John Gill), que tanto tem o sentido de "um" como de "primeiro". Em Gên. 1:5 algumas traduções vertem como "dia um" (como a espanhola de Reina-Valera ou a Tradução da American Jewish Publications Society, com base em textos massoréticos) e outros preferem "dia primeiro" ou "primeiro dia", como a maioria das versões em português.
    • Também seria interessante acentuar que João Calvino declarou que "por Miguel muitos concordam em entender que seja Cristo, como cabeça da Igreja. Mas se pareça melhor entender Miguel como o arcanjo, esse sentido se revelará adequado, pois sob Cristo como o cabeça, os anjos são os guardiães da Igreja", como consta de seu comentário bíblico.[31]
    • Os Santos dos Últimos Dias, conhecido como os Mórmons, acreditam que Miguel é Adão, o primeiro homem criado sobre a Terra, que é o pai e patriarca da raça humana na Terra. Adão é o arcanjo que voltará à Terra como patriarca da família humana, em preparação para a segunda vinda de Jesus Cristo[32].

    [editar]Conceitos doutrinários

    Argumentos contra a identificação de Miguel com Jesus

    Imagem de Gustave Doré para a obra "O Paraíso Perdido" de John Miltonrepresentando Jesus Cristo a comandar as legiões celestes.
    Algumas igrejas cristãs trinitárias, consideram que, pelo fato de Miguel ser chamado de arcanjo, identificá-lo como o Filho de Deus rebaixa, de algum modo, a dignidade ou o posto de Jesus. Assim, rejeitando que ambos possam ser a mesma pessoa, apresentam como argumentos as seguintes premissas: Ainda assim arcanjo significa comandante,e no livro de Daniel o "arcanjo Gabriel" disse que apenas Miguel é superior a ele,contraditório pois em Lucas 1:16 diz:" Eu sou Gabriel que assisto diante de Deus..." Gabriel é o querubim que assumiu o lugar de Lucifer como o primeiro anjo, e não há anjo acima dele nos céus, Miguel é superior e o unico que comanda os anjos é Jesus .
    • Jesus é criador (João 1,3); Miguel é criatura (Colossenses 1,16);
    • Jesus é adorado por Miguel (Hebreus 1,6); Miguel não pode ser adorado (Apocalipse ou Revelação 22,8-9);
    • Jesus é o Senhor dos senhores (Apocalipse 17,14); Miguel é príncipe(Daniel 10,13);
    • Jesus é Rei dos reis (Apocalipse ou Revelação 17,14); Miguel é príncipe dos Judeus (Daniel 12,1);
    • Nenhum anjo alguma vez foi chamado por Deus como seu Filho (Hebreus 1,5-6) e Deus jamais disse "Assenta-te à minha direita" aos anjos (Hebreus 1:13);
    • O mundo futuro não sera submetido a nenhum anjo «Porque não serão os anjos que sujeitarão o mundo futuro, de que falamos»(Hebreus 2,5) em câmbio sera submetido a Jesus «a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.»(Hebreus 1,2);
    • Jesus está no livro do Apocalipse ou Revelação sobre um cavalo(Apocalipse ou Revelação 19, 19-21) ,a seguir um anjo[Miguel] faz aparição (Apocalipse ou Revelação 20, 1-2), enquanto Jesus estava no cavalo, este anjo tem as chaves do abismo, da mesma forma que Pedro tem as chaves do céu e não se pode portanto dizer que Pedro é Jesus, é importante dizer que Jesus é o proprietário de ambas chaves.
    • Um anjo é um mensageiro de Deus e Miguel lhe traz uma mensagem de Deus a Josue (Js 5,14).
    • O mesmo erro de Josué (Js 5,14) ao adorar um anjo foi o que cometeu João (Apocalipse ou Revelação 19,9-10);
    • O Filho de Deus por antonomásia não assumiu jamais uma natureza angélica (Hebreus 2,16);
    • Os anjos jamais recebem adoração (Colossenses 2, 18; Apocalipse ou Revelação 19,10; 22,9); Jesus recebe adoração de
      • anjos: Hebreus 1,6 (em isto a TNM estava de acordo desde 1950 até 1970);
      • dos discípulos: Lucas 24,52;
      • dos crentes: João 9,38;
      • dos santos na glória: Apocalipse ou Revelação 7,9-10;
      • eventualmente de todos: Filipenses 2,10-11; Mateus 9,18; 15,25;
    João na ilha de Patmos
    • DEUS não partilha a sua glória com ninguém (Isaías 42,8). Jesus, não um anjo, partilha da glória de DEUS desde antes que o mundo existisse (João 17,5);
    • Os anjos são servos desde a sua criação (Hebreus 1,14); Jesus assumiu a condição de servo quando da sua kénosis (Filipenses 2,7);
    • Somente ao nome de DEUS todo o joelho se dobrará: «"Por minha vida" - diz Jeová - "todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua reconhecerá abertamente a Deus"» (Romanos 14,11 TNM); ao nome de Jesus todos dobrarão o seu joelho: «ao nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor» (Filipenses 2,10-11 TNM);
    • Os anjos somente podem estar em um único lugar pois a Bíblia jamais afirma que são omnipresentes; Jesus, pelo contrário, é «Aquele que em tudo preenche todas as coisas»(Efésios 1,23 TNM); «Aquele que ascendeu muito acima de todos os céus, para que desse plenitude a todas as coisas» (Efésios 4,10 TNM); e quem «Sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder» (Hebreus 1,3 TNM)»;
    • Em Daniel 10,13, Miguel é «um dos principais príncipes»; se fosse identificável com Jesus, pelo que já foi indicado mais acima, ter-se-ia dito «o principal príncipe»; mais: se Miguel é "um dos principais príncipes" e ele é apodado de "arcanjo", podemos, com toda a certeza, ainda que a Bíblia não lhes chame assim - «mas também jamais afirma que Jesus tinha dentes e não obstante...» [33] - saber que existem mais destas criaturas, ou seja, que Miguel não é o único arcanjo, o que invalida algumas interpretações que tentam identificar Jesus com esse anjo.
    • O título Príncipe não é exclusivo, Lúcifer é chamado Príncipe (Apocalipse ou Revelação 1,5),(Daniel 8,25),(João 12,31; 14,30; 16,11),(Ef 2,2) , Jacob foi chamado príncipe (Gén 23,6). B. David foi chamado príncipe também (Ezequiel 34,24).
    • No livro de Daniel Jesus é chamado "Filho do Homem" (Daniel 7,13-14), Miguel e Lúcifer Príncipes (Daniel 10,13;10,21;12,1). E em Daniel 21, o "Filho do Homem" fala claramente a Daniel que Miguel é um ser que o apoia, portanto é distinto dele.
    • Na carta de Judas refere-se a Jesus como Jesus Cristo (Judas 1;4;17;21;25) e a Miguel como arcanjo (Judas 9) sem relacioná-los em nenhum momento.
    • Lúcifer é chefe de anjos, por isso não se pode afirmar que somente há um chefe de anjos; e, mesmo considerando que houvesse, tem-se de considerar que há diferentes graus de comando (Salmo 103,20-21 , Mateus 26,53).
    • O manuscrito grego original de 1 Tessalonicenses 4,16 diz "à voz do arcanjo" fazendo uma distinção de Jesus e do papel de arcanjo. De qualquer maneira, a voz é um atributo, e não por alguém ter um atributo pode-se dizer que têm determinada natureza, por exemplo, alguém pode ter a voz de uma criança sem ser criança, na melhor das hipóteses se pode interpretar que Jesus tem o controle dos anjos nesse momento.
    Codex Sinaiticus 1 Tessalonicenses 4,16
    'Grego original:
    ταϲ οτι αυτοϲ ο κϲ εν κελευϲματι ε φωνη αρχαγγελου και εν ϲαλπιγ γι θυ καταβηϲε ται απ ουρανου και οι νεκροι εν χω αναϲτηϲον
    [34]'
    'Tradução oficial dos manuscritos em Inglês:
    because the Lord himself, with a shout, with the voice of the archangel, and with the trumpet of God, shall descend from heaven, and the dead in Christ shall arise first;
    [35]'
    αρχαγγελου: of the archangel (1 Tessalonicenses 4,16)[36][37]'
    ἀρχάγγελος: archangel (Judas 9)
    Histórica e cronologicamente falando, as teses interpretativas dos textos bíblicos mencionadas pelos que defendem que Miguel é um outro nome de Jesus, remontam ao Século IV quando foram propostas e defendidas, quase com as mesmas argumentações, na exposição cristológica de alguns discípulos e adeptos do presbítero alexandrinoÁrio. [carece de fontes]
    Alguns[quem?] mencionam a carta de Narciso de Neroníades, discípulo de Ário, ao comentar a maior obra do seu mestre, "Thalia", a Eusébio de Nicomédia, bispo da capital imperial e amigo de Constantino I. Segundo eles, essas linhas argumentativas são apresentadas para conciliarem as suas peculiares leituras bíblicas com as filosofias helenistas presentes no horizonte cultural do seu tempo [38] A mesma tese surge numa outra carta, agora de Eusébio de Nicomédia a Paulino de Tiro [39]
    Na ocasião, as contra-argumentações que foram apresentadas para desmontar, e demonstrar a insustentabilidade, das teses dos filo-arianos, embora possam parecer aos olhos de hoje muito simples, não destoam da pouca profundidade crítica e teológica daquelas que lhes deram origem: além de uma clara rejeição de toda a angeolatria (Colossenses 2,18; Hebreus 1,14; 2,5; Apocalipse 19,10) como contrária a toda a revelação bíblica, estrutura-se, a referida crítica, em redor da contextualização da citação de Judas 1,9, a qual, afirmavam, é uma citação do livro apócrifo, não inspirado nem canónico, da "Assunção de Moisés" que se refereria a três (eventualmente quatro: Gabriel, São Miguel, Rafael Sanzio e Satã) arcanjos, deduzindo-se então que Miguel não seria o único arcanjo, pelo que a expressão "ο αρχαγγελος", num argumento corroborado pela construção sintáxica do texto original do citado livro apócrifo, nunca poderia ser um oposto a "Μιχαηλ". Referem-se, ainda, ao facto de não obstante somente no livro de Naum se dizer que é um livro de dado profeta ("sëper Házôn naHûm") não se poder, daí, "concluir que os restantes textos proféticos não sejam também livros proféticos" (página 284).
    A respeito da tentativa de identificar Jesus com Miguel, por referência às citações comuns a ambos comandarem legiões celestes (Mateus 13,41; 16,27; 24,31; 1 Pedro 3,22), citam uma carta do próprio Ário que fala dos "presbíteros de Prólico (seu superior monástico)" e dos "presbíteros de Alexandre (seu bispo)" para mostrarem que não é pelo facto de nas duas únicas referências a "presbíteros de" se referirem a Prólico e a Alexandre que se pode identificar Alexandre com Prólico, pois "os presbíteros daquele são mais do que os deste, sem que passem a constituir dois corpos presbiterais, antes estando o de Prolico inserido no de Alexandre" (página 323). Analogamente, dizem os detractores clássicos da antiguidade acerca da tese da identificação de Miguel com Jesus, as "legiões de Cristo" são maiores do que as de Miguel, pois somente, ainda segundo o livro do Apocalipse e a carta de Judas, Miguel não assumiu o papel de juiz escatológico, deixando-o para Jesus Cristo, pois "apesar de votar Satã ao degredo, não o julga nem acusa nem condena" (página 316).
    Por sinal, nesta carta, não é citada a passagem de Tessalonicenses, mas na contra-argumentação geral, aduz-se que "εν" mais dativo não é neste contexto construção modal ("com voz de..."), mas temporal ("à - quando se fizer ouvir a - voz de...") tal como em 1 Tessalonicenses 5:2.
    Estas perspectivas dos críticos de Narciso e de Eusébio de Nicomédia são retomadas num dos maiores expoentes da literatura inglesa, O Paraíso Perdido de John Milton, segundo o qual, é somente após a intervenção de Cristo com as suas legiões de anjos que o combate iniciado pelo arcanjo Miguel se decide para o lado de Deus (canto VI).

    [editar]Argumentos a favor da identificação de Miguel com Jesus

    [editar]* Ponto de vista das denominações cristãs não-trinitarianas

    A denominação Testemunhas de Jeová, apresenta várias razões a favor da doutrina que identifica o Arcanjo Miguel como sendo o próprio Jesus Cristo. Alistam-se de seguida esses argumentos:
    [Miguel significa: Quem É Semelhante a Deus?].
    O único santo anjo, além de Gabriel, mencionado por nome na Bíblia, e o único chamado de “arcanjo”. (Ju 9) A primeira ocorrência do nome se acha no capítulo dez de Daniel, onde Miguel é descrito como “um dos mais destacados príncipes”; ele veio ajudar um anjo de categoria inferior, que sofreu oposição da parte do “príncipe do domínio real da Pérsia”. Miguel foi chamado de ‘príncipe do povo de Daniel’, ‘o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos do povo de Daniel’. (Da 10:13, 20, 21; 12:1) Isto indica ser Miguel o anjo que guiou os israelitas através do ermo. (Êx 23:20, 21, 23; 32:34; 33:2) Esta conclusão é apoiada pelo fato de que “Miguel, o arcanjo, teve uma controvérsia com o Diabo e disputava acerca do corpo de Moisés”. — Ju 9.
    A evidência bíblica indica que o nome Miguel se aplicava ao Filho de Deus antes de ele deixar o céu para se tornar Jesus Cristo, e também depois do seu retorno. Miguel é o único mencionado como “o arcanjo”, que significa “anjo principal” ou “anjo mais importante”. O termo ocorre na Bíblia apenas no singular. Isto parece dar a entender que há apenas um a quem Deus designou como o principal, ou cabeça, da hoste angélica. Em 1 Tessalonicenses 4:16 descreve-se a voz do ressuscitado Senhor Jesus Cristo como a dum arcanjo, sugerindo que ele mesmo, efetivamente, é o arcanjo. Este texto descreve-o como descendo do céu com “chamada dominante”. Portanto, é apenas lógico que a voz que faz esta chamada dominante seja descrita por uma palavra que não diminuiria ou rebaixaria a grande autoridade que Cristo Jesus tem agora como Rei dos reis e Senhor dos senhores. (Mt 28:18; Re 17:14) Se a designação “arcanjo” não se aplicasse a Jesus Cristo, mas a outros anjos, então não seria apropriada a referência à “voz de arcanjo”. Neste caso, descreveria a voz de uma autoridade inferior à do Filho de Deus.
    Há também outras correspondências que estabelecem que Miguel realmente é o Filho de Deus. Daniel, depois de fazer a primeira referência a Miguel (Da 10:13), registrou uma profecia que se estende ao “tempo do fim” (Da 11:40) e depois declarou: “E durante esse tempo pôr-se-á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo [o de Daniel].” (Da 12:1) Miguel ‘pôr-se de pé’ devia ser associado a “um tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo”. (Da 12:1) Na profecia de Daniel, ‘pôr-se de pé’ freqüentemente se refere à ação de um rei, quer por ele assumir o poder régio, quer por agir eficazmente na qualidade de rei. (Da 11:2-4, 7, 16b, 20, 21) Isto apóia a conclusão de que Miguel é Jesus Cristo, visto que Jesus é o Rei designado de Jeová, comissionado para destruir todas as nações no Har-Magedon. — Re 11:15; 16:14-16.
    O livro de Revelação (Apocalipse 12:7, 10, 12) menciona especificamente Miguel relacionado com o estabelecimento do Reino de Deus, e liga este evento com tribulação para a terra: “E irrompeu uma guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam com o dragão, e o dragão e os seus anjos batalhavam. E ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos . . . Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar.’” Jesus Cristo é mais adiante retratado como chefiando os exércitos celestiais na guerra contra as nações da terra. (Re 19:11-16) Isto significaria um período de aflição para elas, que logicamente estaria incluído no “tempo de aflição” associado com Miguel pôr-se de pé. (Da 12:1) Visto que o Filho de Deus deve combater as nações, é apenas razoável que foi ele quem anteriormente, com seus anjos, batalhara contra o dragão sobre-humano, Satanás, o Diabo, e os anjos dele.
    Jesus, na sua existência pré-humana, foi chamado de “a Palavra”. (Jo 1:1) Ele tinha também o nome pessoal de Miguel. Por reter o nome Jesus depois da sua ressurreição (At 9:5), “a Palavra” mostra ser idêntico ao Filho de Deus na terra. Reassumir ele seu nome celestial, Miguel, e seu título (ou nome) de “A Palavra de Deus” (Re 19:13) relaciona-o com sua existência pré-humana. O próprio nome Miguel, fazendo a pergunta: “Quem É Semelhante a Deus?” indica que Jeová Deus é sem igual, ou semelhante, e que Miguel, seu arcanjo, é seu grande Defensor ou Vingador.

    [editar]* Ponto de Vista das Denominações Cristãs Trinitarianas

    A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação cristã trinitária e têm Jesus como SENHOR, digno de ser adorado, sendo uma das Cinco Colunas da Verdade apresentada na Bíblia.
    1ª - Deus. Jeremias 10:10; 2ª - Filho. S. João 14:6; 3ª - Espírito Santo. 1 S. João 5:6; 4ª - Bíblia. João 17:17; 5ª - Os Dez Mandamentos. Salmos 119:151;
    Por não terem como pressuposto natureza angélica ao Arcanjo Miguel, identificam este como sendo uma cristofania ou um título nominativo ao Messias antes do primeiro advento. São apresentados alguns argumentos, dentre os quais:
    • Quanto ao facto de ter sido (supostamente) Deus e não Miguel a condenar Satanás (Judas 9) é importante salientar que:
    - No livro de Zacarias, capitulo 3 e versículo 2, encontramos o seguinte texto, supostamente, escrito em terceira (3ª) pessoa que serve de comparação: "Mas o SENHOR disse a Satanás: - O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende".
    - Questionar quem está repreendendo a Satanás é um assunto de menos importância.
    - Conforme Marcos 1:9-11, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são pessoas distintas, mas são um em amor, caráter, propósito, poder, etc (João 14:8-10).
    - Não há argumentos plausíveis quanto a desqualificar Miguel como sendo o próprio Jesus, somente baseado em Judas 9. - Cabe neste caso, um estudo mais aprofundado do texto original em hebraico (VT) ou em grego (NT) para se entender o que os escritores (Zacarias e Judas) quiseram dizer.
    • Antes de Adão e Eva caírem em pecado, Satanás foi expulso do céu. Miguel (Jesus) e seus anjos batalharam conta o Dragão (Satanás) e seus anjos. Apocalipse 12:7. Os livros de Daniel e Apocalipse são livros proféticos e cheios de simbolismo. As Palavras "Miguel" e "Dragão" são símbolos. Satanás foi vencido e expulso do céu.
    • Jesus em certa ocasião disse aos discípulos: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago. Lucas 10:18.
    • Esta identificação de Miguel com Jesus tem como objetivo explicar as profecias bíblicas. Em Apocalipse 12 é relatado Miguel expulsando Satanás do céu. Em Daniel 12 mostra como Miguel será vitorioso contra Satanás salvando seu povo.
    • Jesus é criador (João 1,3); anjo é criatura (Colossenses 1,16);
    • Miguel é o único arcanjo(Comandante dos anjos) mencionado na Bíblia (Novo Testamento);
    • Jesus é adorado pelos anjos (Hebreus 1,6), mas não por Miguel.
    • As únicas referências bíblicas para o nome Miguel foram mencionadas acima e são:
    • Daniel 10,13; Daniel 10,21; Daniel 12,1; Judas 1,9; Apocalipse ou Revelação 12,7.
    • Nenhuma dessas referências apresenta Jesus sendo adorado por Miguel.
    • Os anjos não podem ser adorados (Apocalipse ou Revelação 22,8-9);
    • Mas não podemos afirmar que Miguel não deve ser adorado enquanto existir evidência de que trata justamente da pessoa de Jesus;
    • Jesus é o Senhor dos senhores (Apocalipse ou Revelação 17,14);
    • Jesus é o Príncipe da Paz (Isaias 9,6);
    • Miguel é um dos primeiros Príncipes (Daniel 10,13);
    • Jesus é Rei dos reis (Apocalipse ou Revelação 17,14) e Príncipe da Paz (Isaias 9,6);
    • Miguel é o grande príncipe (Daniel 12,1);
    • Miguel é o "defensor dos filhos do teu povo";
    • Em Daniel 12:1, Miguel é apresentado como salvador;
    • Está escrito: "será salvo, todo aquele que for achado inscrito no livro" (da vida);
    • Somente Jesus é Salvador (Atos 4,12);
    • Considerar Miguel uma criatura (um anjo) é contraditório, pois uma criatura (um anjo) não pode ser salvador.

    [editar]O anjo Miguel nos manuscritos do Mar Morto

    São Miguel luta contra o dragão, por Jean Fouquet.
    Desde a publicação, em 1991, da quase totalidade dos textos descobertos no deserto da Judeia, comumente conhecidos como os manuscritos do Mar Morto, que o estudo acerca da angeologia judaica sectária e extra-bíblica teve um grande desenvolvimento.
    Nestes textos, numa perspectiva que viria a ser recuperada pelos movimentos gnósticos doSéculo I, Miguel é apresentado como a figura celestial de Melquisedeque exaltado, elevado aos céus. É similarmente referido como o "príncipe da luz", conforme 11Q13, que dará combate ao "príncipe das trevas", Satã, Belial ou Melkireshah (o príncipe das profundezas da Terra). Este confronto dar-se-á aquando da grande batalha celeste que antecederá o fim dos tempos e a nova vinda do fundador da comunidade essênia, o "Mestre da Justiça", como Messias escatológico.
    Neste contexto, e numa descrição profundamente ambivalente, em 4Q529 e 6Q23 o triunfo definitivo da paz não lhe é atribuído, conforme alguns depreendem de Judas 1:9, acima transcrito, onde Miguel recusa a função de juiz escatológico, mas apenas é o seu arqui-estratega. Miguel recusa inclusive o título de "Senhor" e de "Salvador", ao mesmo tempo que, segundo 4Q246, aguarda que, tal como o seu modelo histórico apresentado neste texto, Antíoco Epifânio, se possa autoproclamar "um deus" e ser adorado como deus, tal como aquele em Daniel 11,36-37.
    Para outros[quem?], segundo a interpretação que fazem de alguns dos manuscritos do Mar Morto, Miguel é mesmo apresentado como o grande usurpador do senhorio de Deus numa opinião que, com alguns matizes, é idêntica à de movimentos para-cristãos nascidos no Século XIX. Segundo aquela referida interpretação, Miguel louvaria o malquisto rei Sedecias, referido em 2 Reis 24:19, prometendo-lhe, inclusive, uma aliança para que este leve a bom termo os seus planos malévolos.
    Em síntese, a angeologia apresentada pela interpretação destes textos não é homogénea, mas aduz um grande leque de orientações desde as menos negativas como as que consideram Miguel como Melquisedeque exaltado, mas com desejos de ser adorado, até às profundamente negativas, as que o concebem como próximo do malévolo rei Sedecias. Nos primeiros séculos da nossa era, esta literatura teve muita influência em círculos gnósticos vindos do helenismo platonizado na medida em que a sua falta de clareza e a ambiguidade esotérica, quase a roçar o paganismo (de facto, tais perspectivas jamais poderiam ser tidas como inspiradas, quer pelo judaísmo, quer pelo cristianismo), serviu plenamente os seus intuitos de estabelecerem pontes de contacto com o crescente influxo cultural do cristianismo e, assim, não perderem a sua importância religiosa.

    [editar]Perspectivas mitológicas

    Arcanjo Miguel, por Simon Ushakov.
    De acordo com alguma angeologia inter-testamentária heterodoxa ("Revelação de Satanás" e"Ascensão de Melquisedec"), retomada posteriormente por cristão gnósticos - que não admitiam que Deus pudesse na verdade ter tocado, andado e vivido num mundo que consideravam perverso e diabólico - e cultos pagãos mistéricos da bacia do Mediterrâneo Oriental - que se serviram desta figura que tão poucas vezes aparece nomeada na Bíblia para estabelecerem pontes com cristãos menos formados -, o Anjo Miguel - "malach Micha'el" - ou o Justo Miguel - "sedek Micha'el" -; não era senão Melquisedeque "Mal'ch sedek" exaltado, glorificado, não sendo, pois, identificável como uma criatura primogénita.
    Para estes movimentos que orbitavam o cristianismo primitivo, profundamente influenciados pela corrente filosófica do platonismo - que concebia a sua cosmologia como uma contínua estratificação de seres intermédios entre um demiurgo impotente e indiferente para com a humanidade e a sua criação - "sedek Micha'el" seria a figura do justo por excelência, aquele que, segundo Platão, morreria crucificado.
    Misturando esta convicção filosófica com correntes cristãs heterodoxas, os passaram a acreditar que, quem morrera na cruz, sob Pôncio Pilatos, afinal não fora senão Melquisedeque sob a aparência de Jesus de Nazaré que, na verdade, segundo estes, jamais existira. Para estes "sedek Micha'el", enquanto andou sobre a Terra debaixo da aparência de Jesus de Nazaré, jamais fora verdadeiramente homem, rejeitando terminantemente que ele tivesse tido a necessidade de comer, beber, dormir, expressar emoções ou realizar necessidades fisiológias pois, se assim não fosse, não teria podido ser um anjo, isto é, um ser puramente espiritual.

    [editar]Imagens


    Referências

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    4. ↑ a b (em inglês)A Greek-English lexicon (LSJ) From the Oxford University Press Escrito por Henry George Liddell,Robert Scott,Franz Passow
    5. ↑ Moulton, Harold K. Léxico Grego Analítico. Editora: Luz e Vida.
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    7. ↑ Dicionário grego-português Escrito por Rudolf Bölting,Instituto Nacional do Livro
    8. ↑ (em inglês)The new and complete dictionary of the English language: To which Volumen 1 Escrito por John Ash
    9. ↑ (em inglês)A Greek and English dictionary: comprising all the words in the writings of ... Escrito por John Groves
    10. ↑ (em inglês)A new Greek and English lexicon to the New Testament: on the plan of Dawson Escrito por Henry Laing
    11. ↑ (em espanhol)Diccionario manual griego-latino-español editado por Escuelas Pías (Madrid)
    12. ↑ Diccionario Exegético del Nuevo Testamento de Balz-Schneider, editorial Sígueme, tomo 1 pág. 46)
    13. ↑ Interlinear Hebrew Bible
    14. ↑ Traslation Interlinear Hebrew Bible
    15. ↑ a b (em inglês)The Oxford guide to people & places of the Bible By Bruce M. Metzger,Michael D. Coogan
    16. ↑ (em inglês)The International Standard Bible Encyclopedia Escrito por Geoffrey W. Bromiley
    17. ↑ (em inglês)All the People in the Bible Escrito por Richard R. Losch
    18. ↑ (em inglês)A dictionary of the Bible Escrito por Samuel Rolles Driver
    19. ↑ (em inglês)The Revelation of St John: expounded for those who search the Scriptures‎ de Ernst Wilhelm Hengstenberg
    20. ↑ (em inglês) Artigo sobre o Arcanjo Miguel na The Catholic Encyclopedia
    21. ↑ (em inglês)A Hebrew and English lexicon of the Old Testament Escrito por Wilhelm Gesenius,Edward Robinson
    22. ↑ (em inglês)A comprehensive dictionary of the English language Escrito por Joseph Emerson Worcester
    23. ↑ (em inglês)A pronouncing, explanatory, and synonymous dictionary of English Escrito por Joseph Emerson Worcester
    24. ↑ (em inglês)Prophets and Apostles Escrito por Joseph Ponessa,Laurie Watson Manhardt
    25. ↑ (em inglês)Connections: a guide to types and symbols in the Bible Escrito por Glen Carpenter
    26. ↑ (em inglês)Super Giant Print Dictionary and Concordance Escrito por David K. Stabnow
    27. ↑ Verbete Miguel na obra Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2, página 828
    28. ↑ (em inglês)Who's who in the Jewish Bible Escrito por David Mandel
    29. ↑ (em inglês)History of Christian names, Volumen 1 Escrito por Charlotte Mary Yonge
    30. ↑ Timm, Alberto R. Revista Sinais dos Tempos, agosto de 1998, p. 29.
    31. ↑ http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom25.vii.i.html
    32. ↑ "Adão", Guia para Estudo das Escrituas, p. 10
    33. ↑ Gordon Kaufman - "Systematic Theology: A Historicist Perspective", p. 94
    34. ↑ Codex Sinaiticus- Manuscritos originais
    35. ↑ Codice Sinaiticus - Manuscritos originales
    36. ↑ Interlinear Bible - 1 Tessalonicenses cap. 4
    37. ↑ Codice Sinaiticus - Manuscritos originales - Tessalonicenses 4
    38. ↑ Esta obra está citada e comentada, com a apresentação das contra-argumentações, em H. G. Optiz – "Athanasius Werke, III, 1: Urkunden zur Geschichte der arianischen Streits", Berlim.
    39. ↑ Obra citada e comentada com as contra-argumentações dos teólogos de então em F. Paschke - "Überlieferungsgeschichtliche Untersuchungen", Berlim.

    [editar]Ver também

    [editar]Ligações externas



TORNAR-SE UMA LUZ NO CAMINHO Mensagem do Arcanjo Miguel - 01 de dezembro de 2011




Amados mestres, é de vital importância que vocês compreendam que esses são tempos sem precedentes, através dos quais dispensações muito especiais estão em vigor. É uma grandiosa oportunidade para vocês, os buscadores da Luz, se conectarem com a sua divina herança e com os seus dons e talentos especiais. Em raros intervalos, e durante o período de transição de uma grande Era para outra, a Lei Cósmica permite que os Seres do reino angélico e da hierarquia espiritual atravessem o véu e façam contato com seletos membros despertos da raça humana. Vocês precisam expressar uma disposição e um desejo de interagir com esses maravilhosos e avançados Seres, porque eles não infringirão o seu livre-arbítrio.Quando vocês concentram a atenção em um mestre, anjo ou Ser de Luz específico, eles ficam imediatamente atentos e lhes responderão. Quanto mais intenso, sincero e constante for o seu desejo, mais eles lhes concederão a sua radiância.

Os seus anjos da guarda, guias espirituais e professores farão todo os esforços para ajudá-los a receber as frequências superiores da sabedoria que são decisivas para estes tempos caóticos de transformação. Esses Seres benevolentes se empenharão em chamar a sua atenção por intensificar a Luz em seu Centro de Poder Solar e, finalmente, em seu Coração Sagrado. Vocês esperaram séculos por um convite para se comunicar, de modo consciente, com os mestres ascensos e com os reinos angélicos, e eles aguardaram, pacientemente, esse tempo também. Comungar com os Seres de Luz é um grande passo evolucionário para vocês, como Seres humanos, porque isso promove rapidamente uma nova percepção consciente e uma poderosa transformação em seu interior. Muito provavelmente, vocês vão se conectar primeiro e aprender a interagir e se comunicar com os seus guias pessoais, ou, algumas vezes, com o seu professor mestre que estabelecerá rapidamente um relacionamento com vocês,especialmente, se vocês fizeram um acordo para trabalhar com esse determinado Ser antes de encarnar nesta existência. 

Muitos de vocês estão no processo de desenvolver o seu sexto sentido – a mente intuitiva – por meio do que terão uma linha direta com o seu Eu Superalma e com certos aspectos dos seus múltiplos Eus Superiores. É a fase inicial da criação de uma linha direta com o lar, sua Divina Presença Eu Sou/Eu Divino. Não busquem Deus nos céus ou em algum lugar distante e inatingível, porque a Essência do Criador, uma Centelha da Divindade, reside no interior do seu Coração Sagrado. Muitos de vocês estão se tornando cônscios das suas origens divinas. Todavia, vocês têm apenas uma ligeira noção do seu imenso potencial, como portadores da Luz Cósmica. É extremamente importante que se tornem  sintonizados com as frequências cada vez maiores da Luz do Criador, porque elas vão acelerar o processo de ascensão e ajudá-los a alcançar o status de um Mestre de Si Mesmo, para que possam cumprir a sua promessa de ser uma Luz no Caminho e um Sinalizador do Caminho.

Lembrem-se, vocês apenas podem acessar os níveis vibracionais com que vocês e a sua Assinatura Energética estejam compatíveis. É por isso que é tão importante terem passado por um processo de purificação / limpeza a fim de atingir um Estado de Ser mais equilibrado e harmonioso em seus corpos mental e emocional.

Há muito e muito tempo, vocês, que viriam mais tarde como os Sinalizadores do Caminho Sementes Estelares para a ascensão da humanidade e da Terra, concordaram em assumir um papel especial no planeta Terra em algum momento no futuro distante.Esse grupo de Almas corajosas encarnariam em todas as raças, cores, culturas e credos, e seriam espalhadas em toda parte do planeta, em preparação para um drama cósmico predestinado: a ascensão em massa da humanidade e da Terra, juntamente com todas as manifestações materiais neste Subuniverso.

Aqueles que saíram na frente receberam uma dispensação especial, através da qual grande parte dos seus desequilíbrios menores seriam purificados para que a sua carga terrena não fosse tão esmagadora. Tudo o que restasse seriam as lições principais que vocês precisavam resolver para que pudessem retornar a um nível equilibrado e harmonioso de frequências vibracionais, elevando, assim, a sua Assinatura Energética/ Canção da Alma para a quarta dimensão média e superior.

Uma grande multidão de vocês, Sementes Estelares, estão firmemente no caminho para a Automestria. No entanto, muitos desse grupo de Sinalizadores do Caminho estão ainda sonolentos ou em estado de negação. Cada um de vocês tem um papel importante a desempenhar no processo de aceleração evolutiva agora em andamento. As codificações genéticas desse grupo carregam as melhores qualidades de todas as raças raízes anteriores, juntamente com as codificações da célula de memória especial da nova Raça Raiz Dourada do futuro. É verdade que ao longo do tempo houve grandes desequilíbrios entre esse grupo de Almas, e muitos não escutaram as advertências do seu Eu Espiritual e se esqueceram da sua missão terrena. Contudo, no âmago do seu Coração Sagrado, cada um de vocês foram codificados com a Célula da Consciência de Luz, que, quando ativada, os ajudaria a lembrar-se da sua promessa de ser nossos representantes terrenos, e que a sua missão seria empenhar-se com toda a sua Essência para se tornarem cocriadores competentes da beleza, paz, harmonia e abundância no plano terreno. 

Desejamos dar-lhes algumas informações básicas para que possam colocar na perspectiva correta o que estamos compartilhando com vocês. É importante que vocês não se vejam como pessoas de apenas uma linhagem, porque todos vocês experimentaram existências em todas as principais raças raízes. É importante que não se coloquem acima daqueles que estão no caminho atrás de vocês, porque vocês foram também não buscadores e não seguidores em muitas e muitas vidas.Vocês tiveram a pele negra, bem como pele marrom, branca, vermelha e amarela das outras raças raízes, e também possuem em seu DNA todos os bem definidos atributos, virtudes e qualidades de cada uma dessas raças. Nesta existência, vocês optaram por nascer em uma determinada família, ou viver em um país específico por um motivo muito explícito.

Em um nível universal, após vocês encarnarem em uma consciência divina individualizada e passarem eons na criação alegre, vocês e um grupo harmonioso de Almas, que denominaremos de “grupos de família de Almas”, foram reunidos em uma grande Pirâmide de Luz nos reinos superiores. Essas Pirâmides de Luz seriam denominadas posteriormente de PIRÂMIDES DOS SERVIDORES DO MUNDO, e elas estão espalhadas nos muitos subníveis da quinta dimensão. Foi-lhes dito que chegaria um tempo, no futuro, em que uma importante etapa do Plano Divino atingiria um ponto culminante. Muitos grupos especializados se reuniriam, quem tivesse papeis importantes a desempenhar no “processo de reunificação”. ESTE TEMPO É AGORA!

Aqueles que afetuosamente chamamos de “Almas Antigas”, estão espalhados por todo o mundo. É verdade, há maiores números dessas Almas Antigas em alguns locais e culturas. Todavia, esse grupo de Vanguarda está espalhado ao redor da Terra, desde as regiões rurais mais primitivas, até as cidades mais cosmopolitas e altamente cultas. Essas Almas corajosas não são pessoas que administram o governo ou fazem as manchetes. Elas vivem em fazendas, porque amam a natureza e os animais de que cuidam. Elas têm empregos mundanos em todos os campos de empreendimento e calmamente vão por aí cumprindo suas obrigações. Têm posições de grande responsabilidade e servem o seu país e o seu povo de modos grandemente diversificados. Vivem em mansões e em casebres, e em todos os níveis sociais, do mais baixo ao mais elevado. São membros de grupos religiosos organizados, e prestam adoração do seu jeito único. Muitos estão sintonizados com os sussurros dos seus Eus Superiores e se tornaram mestres de Si Mesmos. Muitos outros estão firmemente em seu caminho espiritual, mas infelizmente, há uma grande multidão desses Sinalizadores do Caminho Sementes Estelares que ainda estão inconscientes da sua natureza divina e da promessa que fizeram há muito tempo. 

Aqueles que estão nesse grupo codificaram em seu DNA as principais virtudes, capacidades e qualidades da raça Atlante, essa de líderes/pioneiros/guerreiros. Há como um desejo profundo de utilizar suas capacidades mentais, juntamente com a Vontade e o Poder Divinos do nosso Deus Pai, a fim de serem cocriadores importantes no plano físico da realidade. Além disso, vocês foram infundidos com as mais elevadas virtudes, qualidades e capacidades de nosso Deus Mãe, que foram incutidas nessas Almas que vieram à Terra durante a Era de Ouro da Lemúria, as qualidades focadas internamente, da gentileza, educação, intuição, e ainda, grandes habilidades artísticas e um desejo de paz, tranquilidade e contemplação.

Vocês experimentaram uma herança espiritual rica e maravilhosa, e no passado foram abençoados por terem tantos Seres de Luz magníficos em seu meio, mestres cujos ensinamentos deixaram-nos com maravilhosas orientações para viverem uma vida virtuosa. Contudo, é hora de fundir o passado com o futuro, e a humanidade está experimentando uma profunda necessidade de orientação, inspiração e apoio mútuo.

Vamos sugerir uma nova forma, e é nossa maior esperança que alguns de vocês assumam a bandeira e sejam os futuros campeões espirituais da espiritualidade emergente entre a humanidade Autoconsciente. Pedimos-lhes que comecem a se reunir, a fim de estudar, apoiar e inspirar uns aos outros. Pedimos-lhes que compartilhem com o outro o seu conhecimento, sua sabedoria, suas visões e suas experiências. Estamos cientes de um grande sentido de solidão entre os povos do mundo – uma sensação de isolamento. Não é suficiente ler os ensinamentos que lhes concedemos ou aqueles dos mestres, ou visitar uma bela catedral/templo e prestar reverência a Deus. É um momento de reunificação, e vocês precisam começar a se reunir para compartilhar o seu amor, sabedoria e inspiração, um tempo para estudar juntos e apoiar-se mutuamente. Não estamos lhes pedindo que construam mais templos grandes, porque não é aí onde os deuses do futuro habitarão. Vocês são cocriadores do futuro – Centelhas Divinas do Criador – que estão sendo convidados a assumir o seu lugar legítimo na grandiosa marcha para o futuro.

Amados, é hora de liberar toda a culpa, vergonha e sentimentos de desmerecimento que tantos de vocês têm carregado como questões centrais de há muito tempo. Vocês precisam curar a dor do passado para que possam assumir o seu papel adequado no plano maravilhoso do futuro que agora está se revelando tão rapidamente no planeta Terra.

Por meio de nossas mensagens, demos-lhes as ferramentas, a sabedoria e o discernimento para liberarem todas as coisas em sua vida que não servem aos seus melhores interesses e ao seu bem maior. Rogamos-lhes que levem a sério o que dissemos reiteradamente: ‘Vocês são merecedores de todo o amor, beleza, alegria, paz e abundância deste universo, porque esse é o seu DIREITO INATO DIVINO’.Vocês precisam aprender a amar e a respeitar a si mesmos, e devem ter um profundo senso de autoestima antes que possam amar e respeitar os demais de modo verdadeiro, e antes que os outros retribuam o amor e o respeito que vocês merecem.

Pedimos-lhes para rever as qualidades, virtudes e atributos da sua Herança Divina, que vocês estão agora demonstrando. Vocês estão projetando demais a energia masculina, Atlante, e concentrando-se demasiadamente em adquirir e criar?Lembrem-se, dissemos-lhes que vocês estão procurando um “estado de Ser” ou uma “qualidade de vida”. Podem obter grande riqueza e manifestar muitas coisas maravilhosas materialmente, mas se o centro do seu coração estiver fechado, ou se vocês ignorarem e não desenvolverem as suas virtudes e qualidades Lemurianas /da Deusa, vocês vão se sentir incompletos e experimentar um grande sentimento de insatisfação.

Reúnam-se em grupos de dois, três, dez, cem ou mil, não faz diferença. Contudo, se vocês se unirem para o benefício de todos, nós lhes prometemos que estaremos lá, com plena força, para capacitá-los, ajudá-los e irradiar o amor do nosso Deus Pai/Mãe para vocês na quantidade máxima que puderem conter.

Seu principal objetivo nesta época é retornar ao espectro originalmente projetado de Luz e sombras, os padrões vibracionais que constituem o seu mundo pessoal na realidade da terceira/quarta dimensões. Ao fazer isso, o pêndulo da consciência não oscilará de modo tão radical das frequências positivas para negativas, e suas naturezas mental e emocional tornar-se-ão estabilizadas e centradas mais uma vez.Esse é um passo importante para aprenderem a viver concentrados em seu Coração e Mente Sagrados. À medida que elevarem seus padrões vibracionais, as frequências superiores de Luz vão gradativamente dissolver as muitas membranas de Luz que restringem sua consciência mais elevada. Logo que isso ocorra, vocês estão firmemente em seu caminho para viver uma vida consciente, inspirada na Alma de um Mestre de Si Mesmo.

É uma época muitíssima maravilhosa, amados. Estamos com vocês desde o tempo em que vocês pela primeira vez se materializaram na consciência individual neste universo. Estaremos com vocês à medida que avançamos para o futuro brilhante e novo, enquanto unimos forças com os poderosos Elohim, os grandes construtores da forma, nos preparativos para a realização da gloriosa Nova Era que virá. Eu envio a radiância do nosso Deus Pai/Mãe enquanto os envolvo em uma aura de Amor Divino/Luz Divina. Com vocês, estamos bem satisfeitos.

EU SOU Arcanjo Miguel

Técnicas de Meditação Budista



A Motivação

Quando nos sentamos para começar uma sessão de prática e examinamos o nosso espírito, por vezes surpreendemo-nos por descobrir que ele está espontaneamente positivo. Noutros momentos achamos por bem agir, já que a disposição interior não é verdadeiramente positiva. Acontece ainda que o espírito pode dispersar-se num estado nem positivo nem negativo. A deixá-lo vaguear à sorte, não surtirão efeitos nem positivos nem negativos, só perdemos tempo e energia.

Observar regularmente o seu espírito para registar a sua orientação é um hábito a adquirir, mesmo fora de toda a prática espiritual. Obteremos assim, pouco a pouco, uma abertura autêntica, permitindo ter uma atitude construtiva em todas as circunstâncias. Uma tal disposição revela-se preciosa na vida quotidiana. Ao contrário, um espírito negativo faz nascer tensões que acabam por perturbar a comunicação, seja em família ou na vida profissional e social.

Tudo está estreitamente ligado à perspectiva que escolhemos adotar. Com um estado de espírito positivo, podemos transformar todas as suas atividades. Mesmo as tarefas fastidiosas tornam-se interessantes, e as tensões interiores que elas ocasionavam antes desaparecem…

No princípio, é preferível sentarmo-nos para habituarmo-nos a tomar consciência da inclinação do nosso espírito. Quando despejamos água lamacenta num recipiente, é preciso deixar decantar para que ela reencontre a sua limpidez. Estando alguns instantes tranquilos e sem tensões, vemos melhor em nós mesmos. Com tempo, essa faculdade torna-se natural. Consciente sem demora do que se passa no espírito, não nos deixamos mais ser assaltados por sentimentos negativos ou por sonhos inúteis que não se realizam nunca.

É preciso um ambiente especial para fazermos acalmar o nosso espírito e observar a sua atitude? Todos nós sabemos que é muito difícil encontrar um lugar solitário e sagrado. Na realidade, a casa, o escritório ou o carro são também lugares propícios. Onde quer que estejamos, o importante é consagrar alguns minutos a este exercício. Tiraremos proveito dos mais pequenos instantes. A calma irá estabelecer-se gradualmente, para tornar-se habitual, depois natural. O exame da motivação faz-se então de maneira espontânea, mesmo em plena atividade, o que é precioso se temos intenção de pisar terrenos férteis em conflitos como o trabalho e a família; aí onde outrora o espírito teria sido solicitado em várias direções, será mais fácil ficar calmo e construtivo.

Postura e Respiração
Para funcionar, o espírito apoia-se nas energias mais ou menos perceptíveis que circulam nos canais físicos ou subtis, consoante o caso. No Tibete, nós comparamos a energia a um cavalo selvagem e cego montado por um cavaleiro inteligente mas deficiente… Uma postura correcta mantém os canais direitos e permite que a energia circule livremente e sem choques. Expulsar o ar viciado e desfazer os bloqueios alojados nos canais grosseiros e subtis purifica o corpo e o espírito, que reencontram assim um equilíbrio harmonioso.

A postura de meditação budista em sete pontos
A utilidade desta postura é extensamente explicada nos textos sobre os diferentes yogas. Mas sucintamente, o objectivo é permitir aos elementos subtis nos diferentes centros do corpo que recuperem o seu equilíbrio.

# As pernas estão na posição de lótus ou de vajra (cruzadas uma sobre a outra) ou na posição dita do bodhisattva (cruzadas uma à frente de outra).
# A coluna vertebral é mantida direita como uma flecha.
# Os ombros estão puxados para trás, « como as asas dum abutre ».
# As palmas das mãos estão postas sobre os joelhos; ou ainda, a mão direita repousa dentro da mão esquerda ao nível do umbigo, as palmas das mãos viradas para cima com a extremidade dos polegares em contacto.
# A língua, nem enrolada nem crispada, repousa confortavelmente contra o palato;
# Os olhos podem estar abertos ou fechados.
# No caso presente, deixamo-los numa posição perfeitamente natural, nem fechados, nem encarquilhados;
# A cabeça não deve pender nem para trás nem para a frente: o pescoço deve estar direito e o queixo ligeiramente para dentro, de forma a manter a coluna direita.
# Cada ponto desta postura tem a sua importância. Por exemplo, pousar as palmas das mãos sobre os joelhos, ou pousá-las uma sobre a outra ao nível do umbigo, equilibra as energias físicas e estabiliza o espírito. Com efeito, cada um dos principais centros do corpo, ou chakras, está relacionado com um dos cinco elementos: a água, o fogo, a terra, o vento e o espaço (que chamamos por vezes de metal ou madeira). É suficiente tocar em vários sítios do corpo para nos apercebermos de que certas zonas são mais quentes que outras. Isso indica que as energias se parecem consigo mesmas em pontos particulares do corpo.
Expulsar o ar viciado
No exercício que se segue, trata-se de, durante a expiração, expulsar todas as energias perturbadas pelas acções negativas (uma acção pode ser física, verbal ou mental) praticadas sob a influência dos cinco venenos (4). O ar expirado drena também os bloqueios físicos ou mentais que daí resultam, fontes de irritação, de tensões e de reacções agressivas. As cinco «emoções perturbadoras» tornam-se de facto em energia e alteram a saúde, a paz mental e o ambiente circundante.

Adoptem a postura em sete pontos, as palmas das mãos pousadas sobre os joelhos. Apoiem a extremidade do polegar na base do anelar de cada mão, e mantenham uma ligeira pressão, o que terá por efeito converter a energia negativa em energia positiva. Depois, inspirando normalmente, levem a mão direita à cara, tapando a narina esquerda com a extremidade do anelar e expirando pela narina direita, enquanto abrem a mão esquerda pousada sobre o joelho esticando os dedos. Enquanto expiram, considerem que estão a expulsar todas as energias poluídas pelo ódio e pela agressividade. Pensem que libertam assim os bloqueios em todo o corpo, e que todos os nós subtis se desfazem.
Repousar a mão direita sobre o joelho e, durante a inspiração, levantar a mão esquerda. Tapar a narina direita com a extremidade do anelar. Com os polegares pressionando sempre a base dos dois dedos anelares, expirar pela narina esquerda esticando os dedos da mão direita. Ao mesmo tempo, considerem que estão a expulsar as energias adulteradas pelo apego egoísta; pensem que todos os bloqueios físicos e subtis ligados ao desejo, à frustração e à inveja se desfazem. Apegar-se aos seres e às coisas procurando um prazer pessoal e imediato bloqueia a corrente da alegria e da felicidade verdadeiras.
Finalmente, fechem os punhos sobre os polegares, pousem-nos sobre os joelhos e inspirem lentamente, depois expirem com força pelas duas narinas. Abram as duas mãos esticando os dedos. Considerem que expulsam a energia adulterada pela ignorância. Pensem que os bloqueios devidos a conflitos exteriores e interiores causados pela ignorância se dissolvem. A ignorância fundamental mantém-nos num estado de confusão; desorientados, agimos sem compreender realmente os actos, nem mesmo ter uma clara consciência, e isto perturba a circulação da energia.
Estes exercícios podem ser feitos três vezes. No decorrer da primeira série, a expiração far-se-á docemente, enquanto que na segunda, mais profundamente, e para terminar, muito profundamente. Esta técnica de respiração, que acompanha a concentração mental, age de uma maneira subtil e poderosa sobre o espírito, sobre a circulação da energia e sobre o corpo. No fim do exercício, considera-se que os canais subtis estão completamente limpos: tudo se torna perfeitamente límpido e transparente.
Alternância de concentração e repouso (na meditação budista)
Estar fisicamente num lugar tendo o espírito noutro, não é difícil, todos sabemos como isso se faz: a maior parte do tempo o espírito está disperso e galopa em todos os sentidos. Saber centrá-lo e repousar é um verdadeiro trunfo, particularmente num mundo onde projectos e actividades são incessantes. O treino da concentração num ponto é um meio excelente de aí chegar.

No caso presente, a respiração será o objecto da concentração. O exercício consiste em estar atento à respiração durante alguns minutos, o que conduz a um estado de calma. Experimente contar tranquilamente os movimentos da respiração, sem alterar o ritmo natural e sem se distrair um instante sequer, a fim de estar realmente presente, aqui e agora. Uma vez que o espírito fique perfeitamente focado no vaivém da respiração durante sete respirações, será possível prolongar a duração da concentração e contar onze respirações, vinte e uma ou mais.
Duma maneira geral respiramos pelo nariz. Quando estamos ao pé do mar, ou na montanha ou num lugar desimpedido em plena natureza, podemos respirar suavemente pela boca, os lábios entreabertos.
É conveniente alternar cada período de concentração com um momento de descanso de duração equivalente ou, sem contar nem se concentrar seja sobre o que for, procura-se ficar simplesmente no aqui e agora. A alternância destas duas fases evitam o defeito de uma grande crispação e permite que a energia se equilibre de uma maneira harmoniosa.
Praticada regularmente, esta técnica traz uma clareza de espírito cada vez mais profunda que acalma o corpo e o espírito. É um treino muito útil, para si mesmo e para todos os seres, Assim que ele for explicado em detalhe no capítulo dedicado à técnica do tonglen, podemos ajudar os seres apoiando-nos na respiração. Quando inspiramos tomamos os seus sofrimentos e quando expiramos deixamos verter sobre eles rios luminosos de compaixão.
Tonglen: Trocar a Felicidade pelo Sofrimento
Para começar uma sessão consagrada à prática da troca (tonglèn), adoptamos a postura em sete pontos e aplicamo-nos aos exercícios de respiração e de concentração que já foram referidos. Uma vez o espírito estabilizado, meditamos sobre a compaixão: desejamos que todos os seres sejam libertos do sofrimento e das causas do sofrimento, Depois, seguindo o ritmo natural da respiração, consideramos que, quando inspiramos, tomamos o sofrimento de outrem, visualizado sob a forma de uma nuvem escura. A compaixão que sai agora impetuosamente em si, transforma esta nuvem em luz que, pela expiração, se propaga a todos os seres. Esta imensa claridade dissolve os seus véus mentais e enche-os de paz e de bem-estar, tão simplesmente como se ligássemos o interruptor para acender uma luz que dissipa instantaneamente todas as trevas do mundo.

Todas as espécies de circunstâncias podem ser postas à prova para praticar a troca. Estamos ao pé do mar? Pensemos na multidão que povoa os oceanos e entreguemo-nos ao tonglèn. É certo que, à primeira vista, os seres marinhos não se parecem connosco. Mas o seu espírito não difere fundamentalmente do nosso. A sua forma actual é o resultado dos seus actos anteriores. Como todos os seres do universo, eles procuram o bem-estar e temem o sofrimento. Os grandes peixes comem os pequenos, as espécies minúsculas devoram os grandes, e todos são pescados pelo homem. A sua vida não é mais que incerteza e terror. Desejemos tomar esse sofrimento mental e físico para dar em troca rios de luz e de compaixão.
Estamos de passagem por uma grande cidade? Pensemos em todas as pessoas que aí vivem, em todos os seres, visíveis ou não, que a povoam, e pratiquemos a troca.
Quando nos aplicamos a ajudar os outros de esta maneira, apagamos pela mesma ocasião os traços que os actos negativos imprimiram na nossa consciência fundamental. Um treino assíduo permite mesmo, a longo prazo, apagar os traços de outrem.
No momento de inspirar, não deixe que o medo de não poder assumir todo o sofrimento o faça hesitar. O pensamento do despertar é suficientemente poderoso para transformar tudo. É a este pensamento que devem apelar com todas as vossas forças. Este amor é inerente a cada ser. Mesmo o predador mais feroz é sensível à fragilidade e ao sofrimento dos seus filhotes; para protegê-los e alimentá-los, ele enfrenta todos os perigos.
Esta bondade profunda está adormecida em cada um de nós, sendo preciso acordá-la: ela é a aliada mais poderosa para transformar o sofrimento em liberdade.
Talvez achem surpreendente considerar os seres humanos, animais e outras formas de vida como nossos semelhantes em espírito? Na realidade, não é do ponto de vista da aparência que eu os comparo, mas do da sua natureza fundamental. A maneira através da qual cada ser se manifesta é função da forma física que ele se reveste, e depende dos limites desta. Cada vez que um ser muda de corpo, ele é como um viajante que muda de hotel e que pode encontrar-se um dia no mais simples albergue e no dia seguinte num palácio. As condições exteriores variam mas o viajante não muda. Da mesma maneira, os seres podem renascer dentro de um ou outro dos seis mundos de existência, pois o seu potencial profundo não se altera.
Nos já vimos que o espelho da nossa vida presente reenvia a imagem dos nossos actos passados, e que a vida futura será o reflexo dos nossos actos presentes; daí a importância de ensinar a todos a não-violência. É um meio seguro de obter, a breve ou a longo termo, a paz para si mesmo e para os outros.
Talvez se interroguem sobre a justificação dum treino como o da troca. Não é desperdiçar o seu tempo em vez de consagrar alguns minutos ou algumas horas da vida quotidiana a praticar? Não de todo. O treino permite em primeiro lugar compreender melhor o sentido da vida, e revela-se a seguir um trunfo precioso no momento da morte. Bem entendido, a morte não é um tema sobre o qual as pessoas gostem de falar. Todavia, uma vez que nascemos, inevitavelmente teremos que morrer um dia. Nesse dia, só o treino espiritual adquirido durante a vida nos ajudará a encontrar a liberdade.
No momento da morte, a consciência deixa o corpo tendo como a sua única bagagem o karma resultante dos seus actos passados. Tal como a sombra segue o corpo, os resultados dos actos benéficos ou nocivos seguem o princípio consciente. No momento da passagem, se o espírito estiver todo impregnado de benquerença e de compaixão, a experiência da morte, tal como as condições da vida futura serão inteiramente transformadas. Eis porque esta fase é crucial, e é importante fazer com que estes pensamentos se tornem familiares durante toda a vida presente. O treino de tonglèn fará com que, no momento da morte, eles voltem naturalmente ao espírito.
A prática da troca será assim uma grande ajuda durante essa travessia perigosa. Poderemos aplicar esse treino quando um parente, um amigo ou um animal familiar se encontra no seio da morte. Assistir a um moribundo na fase crítica pode constituir uma verdadeira salvação. É preciso, no momento em que a consciência deixa o corpo e começa a errar no estado intermediário, ser capaz de tomar o sofrimento para, em troca, inundá-lo de luz.
Nos estados próximos da morte, o espírito passa por experiências comparáveis às vividas nos sonhos: durante o sono o corpo está imóvel enquanto que o espírito continua a funcionar, e conhece uma imensidão de experiências. Imediatamente após a morte, o corpo, inerte, é abandonado, mas o espírito continua a viver toda a espécie de acontecimentos. As primeiras percepções estão principalmente relacionadas com recordações da vida que acabamos de deixar. A seguir entramos numa fase onde se vê o que será a próxima vida. Tudo é vivido no plano mental e subtil.
Antigamente, existia quase em todo o lado uma tradição de acompanhar os moribundos. Hoje em dia isso faz imensa falta. A maior parte das pessoas não quer sobretudo pensar na morte, e assistir a alguém nesses momentos que precedem a morte e que a seguem está frequentemente fora do seu alcance. Eles não dispõem de tempo suficiente ou, muito simplesmente, não sabem o que fazer. Muitos pensam que só um padre está indicado para fazer o que é preciso para acompanhar aqueles que partem. Na realidade, cada um pode desenvolver a capacidade de socorrer os moribundos com a ajuda de pensamentos positivos e de oração, já que todos os seres sem excepção partilham desta base comum que é a natureza do despertar.
Nós veremos nos capítulos seguintes os treinos que associam o tonglèn às meditações sobre o amor, a compaixão. A alegria e a imparcialidade; esses são os utensílios de primeira importância que nos servirão para toda a vida.
No dia a dia, praticar a troca facilita de imediato a comunicação e apazigua rapidamente qualquer conflito. Nós estamos de facto sempre fortemente inclinados a nos queixarmos perante as dificuldades, atirando constantemente a culpa para cima dos outros: pai, mãe, o patrão, o vizinho, o governo ou a sociedade… Não será mais inteligente inverter esta atitude e questionarmos a nós próprios? Não teremos nós uma parte da responsabilidade em tudo o que nos acontece? Esta maneira de pensar apresenta pelo menos uma vantagem: em lugar de nos pormos no papel de vítimas, somos livre de trabalhar sobre nós mesmos para agir sobre a situação.
Excertos extraídos do livro Diamant de Sagesse do Ven. Mestre Tulku Pema Wangyal Rinpoche, Edições Padmakara

Consciência


Nossa consciência é o receptáculo da nossa sabedoria moral, a fonte das intuições éticas. 
É o amigo mais próximo que observa a nossa performance e nos incentiva a desempenhar melhor nosso papel na próxima cena. 
Ser consciente é escutar a voz interior e não se deixar influenciar pelas vozes e opiniões externas, porque o certo continua a ser certo mesmo que todos estejam fazendo errado.
Brahma Kumaris